Esta, era só pró cu.
Existe um tipo de gajas que, suponho, todos os homens detestam. Falo evidentemente daquelas tipas cuja vida, no ver delas, é um infinito mar de problemas e ninguém as compreende. Gajas destas, complicadas, entram numa espécie feminina a que chamo mulheres problemáticas.
As problemáticas, são uma seca pavorosa e, além de serem uma péssima foda, o trabalho que dão a comer não compensa o sacrifício. Por isso, nem lhes passo cartucho. É preciso um gajo andar muito rebarbado, ou então chamar-se Barradas, para sujeitar-se a tentar comer uma problemática. Por mim, a mãe que as ature.
A seguir às problemáticas, existe um outro tipo de fulanas que são as enjoadinhas.
As enjoadinhas, são gajas que imagino desprovidas de prazer sexual. Se um dia pegarem na picha do marido é com a ponta dos dedos, ou mesmo de luvas.
É claro que as enjoadinhas casam com totós, enjoadinhos versão masculina, ou então com tipos malandrecos que as desprezam, não param em casa e só as encornam.
Em terceiro lugar (a contar do fim) vem o género feminino que mais detesto e que são as nariz empinado. Bem sei que o nome podia ser mais giro, mas de momento não me ocorre outro e gajas assim também não merecem melhor.
As nariz empinado, no fundo, não passam dumas convencidas de merda, armadas com ares de superioridade e a julgarem que possuem uma cona sagrada, boa demais para ser profanada por gajos simples como o Barradas.
É claro que eu podia resumir toda esta descrição e chamar simplesmente betinhas ás nariz empinado. Só não o faço, porque também existem betinhas problemáticas, assim como betinhas enjoadas.
Recordo-me que quando andava na escola com o Barradas, na Junqueira, havia por lá muitas betinhas de nariz empinado.
Por vezes, quando alguma passava por nós a bambolear a peida, o Barradas costumava escapar entre dentes:
- Esta aqui, com as peneiras que tem, só pró cu !
No fundo, o que a frase queria significar é que as betinhas, provocavam-nos um tremendo desprezo e não eram a nossa comida natural.
Mas mais importante de tudo, reinava entre nós (ainda reina), uma crença segundo a qual, se enrabarmos à bruta uma betinha nariz empinado, consegue-se tirar-lhe as peneiras e tranformá-la numa mulher a sério. Pelo que, em nome do amor à humanidade, estaríamos dispostos a fazer esse sacrifício de a enrabar.
Evidentemente trata-se duma teoria nunca comprovada cientificamente, mas não deixa de ser um pensamento reconfortante: pensar que se pode tirar as peneiras a uma betinha com uma simples enrabadela a frio.
Ainda hoje, quando vejo uma betinha, costuma vir-me essa imagem à cabeça.
Véspera de Natal, ainda assim, o costume.
Prólogo
(Quem achar o prólogo demasiado chato pode saltar para o post propriamente dito)
Outro dia, alguém disse-me que achava a maioria dos meus amigos uns tipos estranhos. Eu não acho. Quero dizer, reconheço que alguns costumam ter atitudes bizarras e, ao nível das ideias, por vezes as suas conversas revelam pensamentos realmente inquietantes. Mas tirando isso, em termos de aspecto, penso que não se nota nada.
De outro modo não seriam meus amigos. Nisto, sou exigente, faço questão de só me relacionar com pessoas normais (ou mesmo inteligentes) e não com malucos.
Claro que ao nível do comportamento sexual, o caso muda de figura, mas aqui há que ser flexível. Afinal, quem não tem a suas taras sexuais ?
Eu, por acaso não tenho, mas admito que muita gente as tenha. É claro que também não estou a insinuar que os meus amigos sejam tarados. Digo apenas que, a esse respeito, pretendo não emitir opinião publicamente. Considerando que, além de serem meus amigos, também eu sou um bocado amigo deles, acho preferivel apontar-lhes as taras pessoalmente num ambiente privado.
Faria sentido, por exemplo, publicar aqui que o Barradas colecciona pintelhos de gajas ? Penso que não. Seria estar a denegrir a reputação do rapaz, não é verdade ?
Mesmo que tal colecção de pintelhos incluisse pintelhos raros de várias nacionalidades e raças, penso que continuaria a não fazer sentido “enterrar” publicamente o meu depravado amigo.
É claro que o Barradas possui uma reputação já de si tão ruim que não adiantaria tentar arruiná-la ainda mais. Mas mesmo assim, poderia tentar não é ?
Se bem que eu próprio, apesar de tentado, às vezes nem preciso fazer nada, que ele mesmo encarrega-se de fornecer lenha para se queimar.
(E aqui começa o post propriamente dito)
Notem o que aconteceu, ainda recentemente na véspera de Natal. Sabendo que o Barradas estava em França (o Muralha também foi) resolvo ligar para casa dos cunhados dele, a desejar boas festas.
Na verdade eu até nem queria, mas a Mekinha insistiu para que telefonasse a desejar feliz Natal. E, então, só para lhe fazer a vontade, acabei por ligar. E até pus a chamada em alta-voz para ela também ouvir.
Sabem o que aconteceu ? Quando telefonei, o Barradas e o Muralha tinham saído. Então decido ligar para o telemóvel. De facto, os dois tinham ido passear por Paris. Só que o Muralha em vez de acompanhar o irmão numa visita ao Louvre, apreciar arte, ver os quadros, contemplar a Mona Lisa, não. Achou mais interessante ir até ao Pigalle (dizem que é um "quartier" de putas, embora eu nunca lá tenha ido).
Segundo versão do Barradas, o coitado do irmão foi só lá ver o ambiente.
Pois, está claro. A “ver o ambiente”, conheceu uma cidadã brasileira, de nome Lucimara (quero acreditar que não fosse um travesti), embebedaram-se e, a troco duma certa quantia, foram foder.
Estava o Muralha, conforme conta o Barradas, a comer a brasileira à canzana, quando toca o telemóvel. Ocupado a internacionalizar o caralho, não lhe apetece atender. Vendo que é o meu número que chama, decide impressionar-me e, estando bêbado, sem pensar diz à brasileira que atenda.
Esta, pegando no telemóvel e estando igualmente alcoolizada, responde conforme o que lhe dita a bebedeira. Num curto diálogo comigo, informa-me que se chama Lucimara e ( agora isto, é ela a falar com puro sotaque do nordeste brasileiro ) “o seu amigo agora não pode atender, não moço. Nesse momento ele está esporrando minha bundinha toda”.
Grande bronca, a Meka a ouvir uma conversa destas pelo alta-voz... O pior é que a minha querida julgou que eu estava a ligar para o Barradas, que é casado. Mas não. Eu, por acaso também pensava, mas de facto estava a ligar era para o Muralha.
...Quero dizer, o telemóvel era do Barradas, mas tinha-o emprestado ao irmão. Percebem ? Acontece...
Porque o Barradas é casado e um gajo casado não encorna a Maria dele e muito menos vai às putas. Ok ?
Herman José & Cicciolina
«LOUCURA!
Cicciolina pôs Lisboa em alvoroço. Mostrou tudo – e ainda se deu ao luxo de entrevistar Herman José, em rigoroso exclusivo para o Tal & Qual
CHEGOU, MOSTROU, VENCEU!
Cicciolina não conseguiu resistir à tentação: apanhando Herman José ao jantar, na passada quarta-feira (e sabedora da sua fama de homem sem papas na língua), apressou-se a 'assaltar' o popular cómico com uma catadupa de perguntas indiscretas. O repórter do Tal & Qual estava mesmo ao lado – e registou o impagável diálogo, em rigoroso exclusivo…
Cicciolina – Alguma vez pensou em seguir uma carreira política, como eu? Por que foi que não o fez?
Herman – De brincadeira, já pensei. Mas meter-me nisso por brincadeira já nem seria original. É claro que a última grande ambição de quem intervém na vida pública, como um actor faz, acaba por ter um certo fundo político. Mas não tenho jeito para essas coisas. Nem sequer alguma vez fui membro de um partido político! Não, não: sou muito volúvel. Odeio associações de qualquer espécie…
Cicciolina – Imagine que era italiano. Teria votado em mim, nas últimas eleições?
Herman – Sim, senhora. Primeiro, para irritar a massa grande e cinzenta que odeia este tipo de coisas que escapam ao seu conservadorismo. Depois, porque penso que não teria coragem para deixar de apoiar uma cara tão bonita e uma figura de pulso tão frágil…
Cicciolina – Quem é que acha que é hoje mais popular em Portugal: você ou eu?
Herman – Você. Ah, mas eu sou muito mais sexy…
Cicciolina – Já viu algum show erótico ao vivo? Não ficou sexualmente excitado?
Herman – Ao vivo, nunca: só em videocassette. Mas devo confessar que, nas alturas próprias, dá muito resultado!
Cicciolina – Que alturas?
Herman – Quando apetece induzir um ambiente de lascividade e pecado… Devo mesmo declarar que uma boa cassetezinha ajuda sempre, como quem não quer a coisa.
Cicciolina – Se eu o convidasse para ir a Roma fazer um espectáculo erótico, em que mostrasse todo o seu corpo – ia?
Herman – Não, não ia. Estou muito gordo, sabe. E, depois, o meu talento oculto não é igual ao outro. Quero dizer: não me atrevia!
Cicciolina – Quantas mulheres levou para a cama, ao longo da sua vida? E homens?
Herman – Senhoras, bastantes. Mas só me lembro de duas ou três, as que valeram a pena. Homens, alguns, mas só para dormir. Tenho um grande carinho pelos meus amigos, mas não quer dizer que faça sexo com eles.
Cicciolina – Qual foi a noite (privada, claro) mais feliz da sua vida?
Herman – Ainda está para vir, espero!
Cicciolina – Usa preservativos?
Herman – Não. Fazer amor com preservativos é, para mim, como o mesmo que obrigar a Maria João Pires a tocar piano com luvas calçadas; é como comer um bife dentro de um saco de plástico; como ir à praia do Guincho com máscara de oxigénio.
Cicciolina – Se eu lhe sugerisse agora que viesse comigo à casa de banho para me ajudar a retocar o rimmel – você aproveitava para me apalpar?...
Herman – Pode não acreditar, mas aproveitava para falar consigo de política…
Cicciolina – Acha que era capaz de viver com uma pessoa tão 'transgressora' como eu?
Herman – Eu acho que morria de ciúmes!
Cicciolina – Não me diga que é ciumento…
Herman – A menina nem imagina!
Cicciolina – E quando eu voltar a Lisboa – vai-me buscar de Rolls-Royce?
Herman – Nessa altura, eu espero é ter dinheiro para lhe oferecer um…»
(in Tal & Qual nº 387, 20 a 26 de Novembro de 1987, págs. 1, 9 e 10)
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2007-10-28
Países terríveis: Portugal (iii)
Se a Polónia e Moçambique são países terríveis, Portugal é simplesmente medonho. Há boas razões para não gostar dos portugueses e muitas delas estão enunciadas no livro Portugal, Hoje: O Medo de Existir, do José Gil. O próprio autor reconhece que só falou do que está mal, porque quis dar «relevo ao que impede a expressão das nossas forças enquanto indivíduos e enquanto colectividade». O seu estudo aborda o que os historiadores chamam «mentalidades» e recorre a conceitos da filosofia, da psicanálise e da ciência política. De fora, ficou a análise de obras artísticas e literárias que poderiam ter ilustrado as suas teses. Ficaram também excluídas algumas peculiaridades de linguagem que teriam sido úteis, porque o nosso atraso tem também causas linguísticas. Há duas dessas peculiaridades que vale a pena mencionar: as formas de tratamento e o eufemismo.
Os portugueses recorrem insistentemente ao eufemismo. É uma figura que suaviza o discurso: a corrupção transforma-se em cunha ou jeitinho, o aborto converte-se em interrupção voluntária da gravidez e a fome é substituída por fraqueza razoável. Quando os nossos diplomatas quiseram justificar junto das Nações Unidas a guerra colonial falaram em operação policial. Claro que o eufemismo não é um exclusivo português. Também o encontramos entre os israelitas, com o sentido de auto-crítica que é característico do humor judaico. Os ingleses também o utilizam com frequência, porque uma das maneiras de sublinharem a sua altivez é minimizarem a gravidade dos acontecimentos. Mas se o eufemismo dos ingleses é um exercício de sagacidade que os ajuda a tirar partido das circunstâncias, já o eufemismo português tem exactamente o efeito contrário: deturpa a visão das coisas e, porque um diagnóstico preciso é o primeiro passo para o tratamento de qualquer doença, contribui para o nosso imobilismo.
As múltiplas formas de tratamento são outro vício recorrente entre nós. Temos uma apetência doentia por títulos académicos – senhor doutor, senhor engenheiro, senhor arquitecto – sem paralelo lá fora e que surpreende e confunde os estrangeiros que nos visitam. Os alemães usam o seu Doktor apenas a respeito dos médicos. E entre os ingleses, o you serve para toda a gente, com ou sem protocolo: sinal de sofisticação, de simplificação democrática, como refere o saudoso Eduardo Prado Coelho no seu livro Nacional e Transmissível. Já os títulos portugueses são a marca discursiva das nossas enormes desigualdades sociais. Eles revelam a sobranceria das elites, mas também, e pior que isso, o respeito reverencial permanente das classes mais baixas. Portugal não é apenas o país mais injusto da Europa, mas também o mais resignado.
Orgulho em ser Homem
Há um programa de rádio, na antena 3, chamado “Prova oral”, talvez conheçam. Um dia destes foram à “Prova oral” 5 homens, dizer o que pensam sobre as mulheres. Gostei de os ouvir, acho que falaram bem.
Por essa razão é que eu não fui convidado para ser o 6º elemento dessse grupo de 5 homens. É que eu, sobre as mulheres, só tenho um pensamento – foder. E isso, para uma hora de rádio, é curto.
No fundo, sobre mulheres não sei nada com interesse para se dizer publicamente. Sou como aqueles jogadores de futebol geniais no relvado, mas que depois nas entrevistas só dizem banalidades.
Portanto, no que toca a mulheres, após ter conhecido a Mekinha só sei dizer é que as mulheres são umas criaturas maravilhosas e óptimas para se fazer amor com elas (mais que isto é poesia, ou então... ménage).
Por vezes oiço pessoas a falar sobre assuntos relacionados com o sexo de forma absolutamente fascinante. Mas também há quem não se poupe em disparates.
Por exemplo, agora andam por aí imensas gajas só a dizer mal dos homens. Escrevem blogues, publicam livros, assinam artigos de opinião e até dão entrevistas, sempre a dizerem mal dos homens. E os media acham graça aos disparates, dão destaque a essas gajas.
É uma moda estúpida que já começa a irritar-me.
Elas costumam falar em termos abstractos e gerais, como se em Portugal as mulheres andassem todas desiludidas com a malta. O que é absolutamente falso e uma tremenda injustiça.
Normalmente costumam afirmar que nós, os homens, somos machistas e que não conseguimos satisfazê-las na cama. Que a maioria das mulheres não atinge o orgasmo, que não nos esforçamos nos preliminares, que só queremos ir-lhes ao cu, etc.
Pois bem, das muitas acusações que nos fazem só admito ser culpado de duas. Sim, é verdade que sou tarado por sexo anal. Sim, é verdade que eu, com duas gajas na cama, é uma coisa espectacular sonhada por muita gente. Mas tudo o resto é falso, absolutamente mentira.
Mas elas próprias sabem que é mentira. Na realidade, essas mulheres que se queixam dos homens são apenas gajas mal fodidas que tentam apresentar de forma abstracta, os seus tristes casos pessoais muito concretos.
Em vez de gritarem, “PORRA !!! NÃO CONSIGO VIR-ME”, (podendo ser que conseguissem ajuda especializada) optam por inventar histórias, apresentar falsas estatísticas e falar do ponto G, como se realmente ele existisse.
Pois eu acho que é meu dever denunciar esta situação, esta autêntica cabala. Há que avisar a rapaziada, especialmente os mais novos, que devemos recusar este tipo de pressão sobre a nossa perfomance sexual. Nós, machos lusitanos de hoje, continuamos a ser os garanhões que sempre foi tradição haver em Portugal.
O homem português, modéstia à parte, constitui uma maravilha genética que vem apetrechado de série com o seu famoso instrumento, conhecido por caralho (caralhão, no meu caso).
O caralho português, distingue-se dos restantes pelo seu tamanho avantajado (falo por mim) e pelas suas infalíveis erecções, visando satisfazer a dama mais exigente ( ou mesmo várias).
É evidente que existem casos excepcionais de homens portugueses que falharam o seu destino de machos. Mas tratam-se de excepções que confirmam a regra. Intelectuais, betinhos e paneleiros há em todos os países.
Portanto, homens, há que recusar histerismos, lesbianismos, anti-machismos e toda a espécie de paneleirismos que visam denegrir a nossa imagem de machos.
Somos homens e temos orgulho em sê-lo. Desejar que fôssemos diferentes, seria querer que deixássemos de ser o que realmente somos – homens.
E para essa merda, comigo não contem. Fodam-se.
Levar no cu é bom
Acabo de ser literalmente enrabado. Baixei as calças e só lhe pedi que fosse meiguinho comigo. As enfermeiras riram-se e disseram-me que sossegasse porque Meiguinho era o nome do meio do Dr. F.
Afinal, o exame não doeu muito e fiquei descansado, porque para já, não me encontraram nenhum tumor nos intestinos.
Dr. G., o médico que requisitou a minha enrabadela, disse-me que vou ter de repetir aquele exame várias vezes ao longo da vida. Embora sem prazer, é claro que não faltarei.
Resulta em tragédia o facto de muitos homens, por razões meramente culturais, evitarem submeter-se a este tipo de exame, que muitas vidas poderia poupar caso fosse realizado em tempo devido.
Mas pior ainda, é que além de querermos manter a todo o custo o nosso cuzinho virginalmente defendido de qualquer penetração, ainda alimentamos a ideia junto das mulheres, de que levar no cu é mau. Depois, queremos enrabá-las e elas logicamente não deixam.
Face a este problema, parece-me que é tempo de alguém dizer a verdade, levantar a voz e anunciar bem alto às mulheres deste país (e atenção, que é só às mulheres) o seguinte: levar no cu é bom, levar no cu é muito bom !
Porque, em Lisboa não sei, mas cá na terra a malta do que mais se queixa é de que a sua Maria: foder pela frente tudo bem, mas por trás não deixa.
E, caramba que me dá pena. Olhem que já vi bons casamentos desfeitos por causa de maridos largarem a esposa, que só fazia o natural, para irem viver com a amante por ela fazer variedades.
Toda a gente sabe que o sexo anal é a grande taradice dos homens e aquele que um dia inventar as palavras mágicas que consigam convencer qualquer mulher a deixar-se enrabar, se vender o segredo, concerteza ficará rico.
Mas, entretanto, há que desfazer o mito de que levar no cu é mau. Trata-se duma ideia fomentada por maricas, organizados em sociedades secretas.
O que eles querem, já se sabe, é que as mulheres não lhes façam concorrência. Pensem bem, se o sexo anal fosse praticado por todas as mulheres, quem foderia o cu aos paneleiros ?
Percebem agora por que razão nenhum partido político defende o sexo anal hetero no seu programa ? Mas partidos a defenderem a realização de Casamentos gay, isso já há, não é ? Caramba, a paneleiragem tem mesmo muito poder...
Mas olhem que esta guerra ainda não está perdida. Porque se vocês, jovens machos de Portugal, se vocês quiserem, o sexo anal propriamente praticado entre um homem e uma mulher ainda pode vir a ser uma realidade largamente difundida e ao alcance de todos. Basta que espalhem a palavra, que gritem como é bom levar no cu.
Eu já não, porque na minha idade a mentalidade que tenho já não me permite mudar, mas vocês que ainda são jovens, na casa dos vinte ou mesmo trinta anos, vençam a barreira psicológica. Demonstrem a elas como é bom ser-se enrabado, dêem o exemplo e levem vocês também no cu.
Entrevista dada à revista brasileira Play-Blog (traduzida para o nosso português)
Entrevistar o grande Guru Binoshankar é como viajar para outra dimensão. A sua presença e a sua conversa transportam-nos para um mundo onde tudo é perfeito e o sexo representa uma fonte inesgotável de sabedoria e prazer. Através de Bino Binoc, seu alter ego de múltiplas personalidades, o Maha Guru concedeu-nos a honra de connosco compartilhar alguns dos seus segredos e ensinamentos.
Play Blog: Porquê um blog ?
Bino: Sou a favor da blogalização, todo o ser humano deve ter direito a um blog. Num país onde até o oráculo da nossa política se manifesta através dum blog, também me sinto no direito de ter um.
Play Blog: Mas é um blog bizarro, não concorda ?
Bino: Vivemos num mundo bizarro, é natural que o abrupto sexual também o seja.
Play Blog: O nome, ou título, “Abrupto sexual” não lhe parece de mau gosto ?
Bino: Tentei remediar esse problema acrescentando-lhe a palavra “sexual”, mas não se podia melhorar muito mais, porque este blog deriva do conceito que levou à sua criação. O “Abrupto Sexual” é um “Tabu Blog”, ou se preferirmos um “Blog de antítese”: é uma espécie de anti-blog que colmata as omissões e toca nos tabus da sua “tese”. Portanto, estamos obrigados a possuir um blog cujo título tem de incluir a horrível palavra “Abrupto”, mas cujo conteúdo é de gosto popular, com um template personalizado que exige conhecimentos, embora mínimos, de HTML; um blog que faz parte duma comunidade e portanto linka blogs amigos; um blog pluralista com caixa de comentários e, sobretudo, um blog onde não podemos fingir que o sexo não existe. Aqui, no Abrupto sexual, o sexo não é tabu.
Play Blog: É contra o facto de haver figuras públicas que escrevem blogs ?
Bino: Engano. Sou completamente a favor. Por vezes há putas de bom coração que concedem fodas de borla, o que é muito agradável. E, da mesma forma, gosto que aqueles que escrevem profissionalmente também o façam gratuitamente em blogs.
Acho mal é quando percebem que escrever de borla é mau para o negócio, que assim perdem “cacau”. Então, resolvem fechar o blog ou passam a publicar só merdas sem interesse.
Play Blog: A que se deve o êxito do Abrupto ?
Bino: As pessoas não querem o que não gostam ou o que não conhecem. No meu caso, tenho tido o apoio de imensos blogueiros que me linkam e comentam. Graças à sua divulgação o número de visitantes aqui no Blog não tem parado de crescer e, por outro lado, pois... foda-se, porque tenho muito estilo !
Play Blog: Estava a referir-me ao outro Abrupto...
Bino: Hã ???
Play Blog: Esqueça... Diga-me, em quem se inspira a sua escrita ?
Bino: Pois, inspiro-me em Woody Allen, Groucho Marx, Mel Brooks e Seinfeld.
Play Blog: E portugueses ?
Bino: No Esteves Cardoso e no Grande Manuel João Vieira, que para mim é o maior português vivo.
Play Blog: Inspira-se no Esteves Cardoso ? Pensei que detestasse “betinhos”...
Bino: Não é por acaso que o meu blog de maior sucesso no Brasil se chama “O meu problema é sexo”, trata-se duma singela homenagem a “Os meus problemas”. Esse belo livro, bem como “Escrítica Pop” e “A causa das coisas” terão sempre um lugar no meu coração.
Play Blog: O que anda a ler actualmente ?
Bino: “Sr. Bentley, o enraba passarinhos” de Ágata Ramos Simões. Gosto da escrita, mas não gosto do Sr. Bentley. Prefiro “O Senhor. Valéry”, de Gonçalo M. Tavares. É um sujeito mais simpático.
A seguir quero ver se leio o “Vazio de Cores” dum escritor novo do qual já ouvi dizer muito bem... Carlos Barros, se não me falha o nome.
Play Blog: E James Joyce, aprecia ?
Bino: Por que haveria de apreciar um gajo ? Comigo é gajas em geral, mamas e cus em particular. Além disso, que eu saiba, Joyce nunca visitou o meu blog, nem nunca leu os meus posts. A gajos desses não passo cartão.
Play Blog: Ulisses então, nada significa para si, portanto...
Bino: Rigorosamente nada. Aproveito o dia 16 de Junho para me rir daqueles que de amanhã a 1 mês irão fazer referências à data nos seus blogues, numa demonstração vaidosa de cultura e sei lá mais o quê.
De qualquer modo, já houve um cão a quem dei o nome de Leopoldo.Era um Dalmata, em porcelana.
Play Blog: Já alguma vez pensou em escrever um livro ?
Bino: Eu sou daquelas raras pessoas que acha que melhor e mais difícil do que escrever um livro, plantar uma árvore e fazer um filho, é justamente o contrário: ler um livro, cortar uma árvore e evitar um filho.
Mas curiosamente, estou a escrever um livro neste momento, vai ter ISBN e tudo.
Play Blog: Será a sua autobiografia ?
Bino: Não. Trata-se dum livro de auto-ajuda, para ensinar o leitor a ter sucesso na vida. Vai chamar-se “Eu quero ser o Rui Unas”. Era para chamar-se "Eu quero ser Pacheco Pereira", mas tive medo que não autorizassem. Depois reflecti melhor e vi que me identifico muito com o Unas.
Associação de ideias:
Um livro: o de cheques do Belmiro.
Um filme: “Man of la Mancha”.
Um momento: Quando me venho.
Uma ideia: morar em Badajoz ou em qualquer lugar onde o Sócrates não seja 1º ministro ( triste, não é ? ).
Uma palavra: Amor.
Um amor: a minha família.
Um nome: Isabel.
Um amigo: Barradas.
Uma marca: Sapatos do Guimarães.
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